LITERATURA DE PAIXÃO, SOMBRAS E LUZ

Arristo um palpite bobo: Caio Fernando Abreu seria um blogueiro de primeira, caso não houvesse partido em 1996. O relançamento da obra completa deste anjo da literatura nacional recebeu tratamento vip do amigo Marcelo Moutinho (ele, sim, dono do famoso e impecável blog Pentimento), em matéria publicada hoje no 'Prosa e Verso', d´O Globo. Confira aqui!
Escrito por Monica às 12h48
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'TRABALHADORES' DE SALGADO VIAJAM DE TREM

Sebastião Salgado é um operário de luxo da fotografia. Ele expõe, a partir de 1º de maio, 81 imagens selecionadas do livro 'Trabalhadores' em um trem que percorrerá diversas cidades do interior da República Tcheca. Depois, a mostra itinerante segue para a Eslováquia. Eu entendi bem ou o Brasil vai ficar mesmo de fora?
De todo modo, estamos no lucro: um brasileiro foi escolhido para ser o primeiro a estampar seus cliques (e que cliques!) num trem europeu. Leia mais na Folha de S. Paulo.
Escrito por Monica às 11h08
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DEZ ANOS SEM RAPHAEL RABELLO

O amigo João Pimentel, leitor deste blog e exímio estudioso de cavaquinho (risos), escreveu uma bela matéria para a capa do Segundo Caderno desta quarta-feira, lembrando o aniversário de morte do grande Raphael Rabello. Janjão menciona o livro e o documentário que estou fazendo sobre o maior violonista de todos os tempos. Leia aqui!
Escrito por Monica às 00h07
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'TODOS OS FOGOS O FOGO'
Comprei mais um livro do Julio Cortázar ontem. Depois dos deliciosos cinco contos que vem no 'Armas secretas' (1959) é a vez de 'Todos os fogos o fogo' (1966), que traz oito contos do mestre argentino. Acho absolutamente o máximo os nomes que ele escolhe para batizar seus escritos.
Escrito por Monica às 12h57
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ÀS AVESSAS (Monica Ramalho)

Conheceram-se numa noite chuvosa como essa e bastaram seis meses para alugarem um apê transado em Laranjeiras. O casamento durou um ano e meio. Moderno, não? Na véspera da mudança dela, ele embicou uma tristeza de amargar, mas jurou que agora, sim, aproveitaria melhor a vida. Um mês depois e lá estava ele ajoelhado no futon amarelo, rezando para dar certo. Era o responsável pelos cinco buquês lindíssimos que deixavam o escritório da amada com pinta de velório. Ela só não pediu demissão porque trabalhava com o pai. Se gostou? Bem, isso é relativo. Confessou, semanas mais tarde, que distribuiu as flores entre a rapaziada da empresa e todos sabem que ligou para ele com raiva, anunciando o tradicional 'me esquece, cara'. Detalhe sórdido: geralmente quem pede para esquecer é quem não esquece jamais. Ela voltou. Fez um doce estratégico, mas voltou. Cheia de banca na história e dona do próprio nariz. Ele começou a terapia reichiana, assumiu os erros e virou um super namorado. Isso até a quinta vez em que ela mandou o relacionamento às favas, num breve período de dois meses. Ele prometeu aos céus que levaria tudo menos à sério e trataria de ser muito mais feliz. Com ele mesmo, entende? Ela apareceu numa tarde para devolver uns discos. Ele a convidou para uma cerveja no bar da esquina. Ela se pendurou no pescoço dele com saudade. Ele se aproximou da orelha bonita dela. Ela virou o rosto de leve, quase sorrindo. Ele roçou nos lábios com vontade. E agora esse casal às avessas, que não funciona junto nem separado, completa um estranho ciclo: depois de casar e namorar, eles decidiram assim, simplesmente, ficar sem compromisso...
Escrito por Monica às 01h11
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CRISE DE IDENTIDADE

Leitores, mais uma crise de identidade virtual assola esta blogueira. Copiar o template do antigo não me satisfez. Pior: aumentou as saudades do fusca. Vamos ver se a cara nova resolve o dilema. E vocês? O que têm feito da vida sem meus 'posts'? (risos)
Escrito por Monica às 23h14
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SÃO PIXINGUINHA

Fica registrada aqui a homenagem deste blog ao criador dos fundamentos do choro: o flautista, saxofonista e compositor Alfredo da Rocha Vianna Filho que, 108 anos após nascer, acaba de ficar ao alcance do mouse: http://www.pixinguinha.com.br
Escrito por Monica às 20h37
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PELAS TABELAS (Chico Buarque)

Ando com a minha cabeça já pelas tabelas Claro que ninguém se toca com minha aflição Quando vi todo mundo na rua de blusa amarela Eu achei que era ela puxando um cordão Dão oito horas e danço de blusa amarela Minha cabeça talvez faça as pazes assim Quando ouvi a cidade de noite batendo as panelas Eu pensei que era ela voltando pra mim Minha cabeça de noite batendo panelas Provavelmente não deixa a cidade dormir Quando vi um bocado de gente descendo as favelas eu achei que era o povo que vinha pedir A cabeça dum homem que olhava as favelas Minha cabeça rolando no Maracanã Quando vi a galera aplaudindo de pé as tabelas Eu jurei que era ela que vinha chegando Com minha cabeça já numa baixela... Claro que ninguém se toca com minha aflição
Quando vi todo mundo na rua de blusa amarela Eu achei que era ela puxando um cordão Dão oito horas e danço de blusa amarela Minha cabeça talvez faça as pazes assim Quando ouvi a cidade de noite batendo as panelas Eu pensei que era ela voltando pra mim Minha cabeça de noite batendo panelas Provavelmente não deixa a cidade dormir Quando vi um bocado de gente descendo as favelas Eu achei que era o povo que vinha pedir A cabeça dum homem que olhava as favelas Minha cabeça rolando no Maracanã Quando vi a galera aplaudindo de pé as tabelas Eu jurei que era ela que vinha chegando Com minha cabeça já numa baixela...
Escrito por Monica às 07h30
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BAILA COMIGO?

O grupo Regional Carioca manda avisar que comanda um baile dançante no Democráticos nesta sexta-feira, dia 22, a partir das 22h. Tudo em homenagem aos 108 anos de nascimento do grande Pixinguinha, pai dos chorões. Para a festa ficar ainda melhor, os cantores Amélia Rabello e Pedro Paulo Malta assumem os microfones. Vai perder?
(Reprodução do flyer criado pelos 'cajús' do Tangerina)
Escrito por Monica às 13h01
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DA SÉRIE 'CONTOS MIÚDOS'

BRISA (Monica Ramalho)
O teu cigarro queimava com a brisa. Eu observava você de longe, quitando a conta do bar com esse jeito de menina. Agora você estava bem perto de mim, mas eu não podia envolver-te pelos ombros nem pela cintura nem pegar tua mão. Acontecia que teus olhos não chamuscavam mais na minha presença e o teu coração mantinha firme o propósito de ser um porto solitário onde ninguém cabia com decência.
Escrito por Monica às 16h28
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ACONTECEU VIROU MANCHETE

Finalmente, meu novo blog chega ao mundo virtual...
Acho que ninguém vai se incomodar que ele tenha a carinha d´O meu fusca fala, né? (risos)
(Crédito: Image Bank)
Escrito por Monica às 17h34
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